quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Mais uma ano na Luta!

Está é a primeira postagem do ano. Sem muito entusiasmo, é verdade, tomo a palavra como que para dizer alguma coisa, mas sinto que será uma luta a cada verbo para romper com o silêncio que reluta para não ser rompido.
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Será um ano difícil e meu caros estou longe de qualquer preocupação em relação a este sistema falido que sempre esteve em crise. Ao contrário, se estão tomando no cú aqueles que sempre estiveram a frente de um Estado patrocinando forças armadas para coagirem cidadãos desarmados e como "hobbie" jogam dados nas Bolsas de Valores pelo mundo, estou contente. É uma luz no fim do túnel, ou vem vindo um trem para nos atropelar, apenas para parafrasear algo que li na capa de alguma revista de banca de jornal.
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Enfim, nada muda na ordem do mundo. O senhor de engenho ainda o é. A distribuição geografíca da arquitetura contínua a mesma: Casa Grande e Senzala, sob o ornato de outra fachada, evidentemente. Perduram senzalas.
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Não é muito o que se espera deste ano, mas se conseguirmos contribuir um pouquinho mais para a ruína do capital, teremos cumprido parte de nosso papel.
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AEK

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sem teto são despejados em Embu (SP)

Sitio: http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5903&Itemid=1
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Sem teto são despejados em Embu (SP)
Cerca de 900 famílias sem teto foram despejadas de uma área em Embu das Artes (SP) nesta terça-feira (2). As famílias estavam há quase três meses no terreno de mais de 100 mil metros quadrados, localizado no bairro Nossa Senhora de Fátima. De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o espaço pertence à Rosa Tereza Basilli, uma grande latifundiária da região, e nele havia uma fábrica de cera desativada.
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Os sem-teto começaram a ser despejados do local, nomeado por eles de acampamento Silvério Jesus, às nove da manhã. O despejo foi concluído no fim da tarde. De acordo com a coordenadora do MTST, Jaqueline Gomes, os moradores do acampamento ficaram indignados com o descaso como foram tratados.
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“A postura da polícia, a princípio, foi conversar. Depois teve uma postura mais repressiva, de não esperar as famílias poderem se deslocar. E a gente precisaria de mais tempo, porque os poucos caminhões tinham que efetuar várias viagens e esse tempo não foi fornecido. Depois de um certo período, eles deram meia hora para as famílias colocarem as coisas no meio da rua e depois levar para o galpão, que fica em São Paulo.”
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Das famílias despejadas, algumas foram para casa de parentes, outras, que viviam de aluguel, vão tentar alugar outro local para viver. Cerca de 250 famílias que não tinham para onde ir fizeram uma marcha pela cidade. Elas montaram um acampamento em praça pública para reivindicar uma área provisória onde possam se alojar ou um programa de auxílio emergencial, chamado de bolsa aluguel.
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De São Paulo, da Radioagência NP, Vinicius Mansur.
02/12/08

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Prioridades de um governo ptucano: Desvio de verba pública

Lamentável mais este movimento da elite econômica que coloca a todo o momento o político no cativeiro. Como se não bastasse o total controle que já têm sobre o mesmo, a onda é a mesma de sempre: desviar verba pública para socorrer o privado.
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Assim, em momentos de crises agudas num sistema que é uma eterna crise, rasgam-se os manuais liberais e neoliberais. Mais importante do que isso, ruem discursos. Há estas horas o preceito número um de Estado mínimo virou entulho. Não se enganem isso não é uma recaída, logo um defesa do neoliberalismo. Em verdade o discurso sempre mascarou a verdadeira face do neoliberalismo, justamente aquela, a qual, as crises põem à nu, no caso, a conveniência de que o estado é mínimo enquanto promotor de benfeitorias sociais e máximo para socorrer bancos, indústrias, latinfundiários, entre outros parasitas que ocupam um setor de atividade no ramo econômico.
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Assim, na disputa por verba a elite econômica, que é governo sai disparada na frente deixando algumas migalhas para o deleite de desdentados. Nunca vou esquecer os 40 bilhões que choraram para a saúde ano passado! Em contrapartida, Lula liberou 10 bilhões para que a construção civil não desaqueça (coitadinhos), sem contar dos 4 bi, se não me engano, que também liberou para as montadoras, pois segundo disse a indústria automobilística não pode deixar de ser o carro chefe da nossa econômia. Sem dúvida foi uma tucanagem no sentido mais clássico do nosso atual desgovernante Lula. No plano estadual e com experiência em desvio de verbas públicas para financiamento do negócio privado, o faci-tucano atirador da elite José Serra liberou mais 4 bi do meu, do teu, do nosso dinheiro para as montadoras paulista.
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Sempre interessante nestes momentos trazer a consicência uma palavrinha para reflexão: PRIORIDADES. Digo, um governo que prioriza o negócio privado tem de ser destituído.
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Fonte: Terra Magazine
SP: Ajuda a montadoras criaria 13 km de metrô
Milton Michida/Divulgação
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O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), concede entrevista após o anúncio da ajuda às montadoras
Diego Salmen
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Com a verba de crédito disponibilizada pelo governador José Serra a montadoras de automóvel em São Paulo seria possível construir até 13 quilômetros de metrô na capital paulista. A extensão é maior do que a da Linha 2 Verde, que liga a estação Alto do Ipiranga à Vila Madalena e passa sob a Av. Paulista, centro financeiro da cidade.
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Segundo informações da própria Companhia do Metropolitano de São Paulo, o custo de cada quilômetro construído deste meio de transporte público gira em torno de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões. O valor - que inclui estações, vagões e estacionamento para os trens - varia de acordo com a geologia do solo, o número de composições necessárias para a linha construída e o tamanho da área a ser desapropriada.
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Na última terça-feira, 11, o governo de São Paulo liberou, por intermédio do banco Nossa Caixa, R$ 4 bilhões para 15 financeiras ligadas às montadoras, com o objetivo de estimular a produção e a compra de veículos no Estado.
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Eric Ferreira, doutor em Engenharia dos Transportes e ex-diretor do Institute for Transportation and Development Policy (ITPD), qualifica a atitude do governador como "demagógica".
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"- Ele gosta de congestionamento. Está criando um mercado de consumo de carros, deixando de incentivar quem quer andar a pé ou de bicicleta".
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Durante a campanha à prefeitura da cidade, Gilberto Kassab (DEM), agora reeleito, assumiu o compromisso de injetar R$ 1 bilhão dos cofres municipais no metrô. Já a candidata Marta Suplicy (PT) prometeu investir R$ 490 milhões anuais no transporte subterrâneo.
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Ferreira cita ainda a criação de corredores de ônibus como uma forma barata e eficaz de diminuir os congestionamentos na capital. Para ele, o trânsito nas ruas de São Paulo prejudica mais os usuários de ônibus do que os donos de automóveis.
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"- Na competição de tempo e dinheiro, mesmo com trânsito, o carro ganha do transporte público. Se faz o mesmo deslocamento do ônibus em metade do tempo".

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"Donos da Mídia": uma ferramenta poderosa para democratizar a comunicação


fonte: http://www.ciranda.net/
terça-feira 14 de outubro de 2008
Está à disposição da sociedade brasileira um extraordinário banco de dados sobre os grupos de mídia do país. Concebido e liderado por Daniel Herz, Donos da Mídia desvenda os laços de redes e grupos de comunicação, demonstra como o controle sobre a mídia é exercido, o papel dos políticos, a ilegalidade de suas ações e da situação de empresas do setor
Pedro Luiz Osório
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O uso do superlativo "extraordinário" justifica-se facilmente: basta acessar www.donosdamidia. com.br para constatar que o site deverá se constituir em um marco na história das pesquisas sobre comunicação no Brasil. Além da sua diversidade e completude, Donos da Mídia é também um estudo inédito que permite avaliar as relações políticas, sociais e econômicas decorrentes da concentração da mídia nacional.
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Produzido pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), entidade parceira do FNDC, Donos da Mídia, que está em fase de finalização, lista 7.275 veículos de comunicação, abrangendo rádios (inclusive as comunitárias) , televisão aberta e por assinatura, revistas e jornais. Relaciona também as retransmissoras de televisão. No caso dos jornais, registra somente os de circulação diária ou semanal.
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O papel controlador das redes
Donos da Mídia demonstra como tais veículos se organizam, destacando o papel estruturador das redes nacionais de televisão, especialmente as cinco maiores: Globo, Band, Record, SBT e Rede TV!. Há 33 redes de TV, às quais estão ligados 1.415 veículos, geralmente através de grupos afiliados. As redes de emissoras de rádio FM e OM somam 21...
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Também são identificados grupos nacionais e regionais. Os grupos nacionais foram definidos como o "conjunto de empresas, fundações ou órgãos públicos que controlam mais de um veículo, independentemente de seu suporte, em mais de dois estados". Foram identificados 33 grupos, controladores de 267 veículos. Record (34 veículos), Band (32) e Globo (29) são os maiores.
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Grupos regionais são aqueles que "controlam mais de uma entidade de mídia, independentemente de seu suporte", atuando em até dois estados. Há 139 deles, controlando 655 veículos. RBS (55 veículos), OJC (24) e Sistema Mirante (22) são os maiores - todos são ligados a Globo. Esses dados podem ser vistos aqui. Os veículos quantificados podem ser localizados geograficamente na consulta à seção Lugares. Cada um dos 5.564 municípios brasileiros é referido.
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A ilegalidade de grupos e políticos
Navegando em Donos da Mídia, é possível saber quantos veículos há em cada município, quais os grupos de mídia atuantes nas várias regiões, bem como dimensionar a cobertura das redes. Confira aqui. Para visualizar, por exemplo, o mapa da mídia em São Paulo, clique aqui. Os dados sobre as empresas incluem desde os seus endereços até seus concessionários, permissionários ou proprietários.
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A localização dos veículos e a identificação de seus concessionários (e seus sócios) permite, por exemplo, constatar a situação ilegal da maioria dos grupos de mídia. Quase todos controlam um número de concessões superior ao permitido por lei. Os limites de concessões ou permissões para os serviços de radiodifusão podem ser vistos aqui. Outra ilegalidade flagrada pelo cruzamento de dados proporcionado pelo site é a participação direta de políticos no controle de emissoras de rádio e TV.
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Como é sabido, a Constituição Federal proíbe (artigo 54) os deputados e senadores participar de organização definida como "pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público". Essa determinação constitucional aplica-se, por extensão, aos deputados estaduais e prefeitos. Entretanto, Donos da Mídia, identificou 20 senadores, 48 deputados federais, 55 deputados estaduais e 147 prefeitos como sócios ou diretores de empresas de radiodifusão.
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Quanto às suas origens partidárias, predominam os políticos filiados ao DEM (58, ou 21,4%), ao PMDB (48, ou 17,71%) e ao PSDB (43, ou 15,87%)...
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Um projeto de Daniel Herz
Apoiado em fontes sólidas e em uma extensa e detalhada pesquisa, Donos da Mídia representa o vértice de um projeto concebido e liderado pelo jornalista Daniel Herz, um dos fundadores do FNDC e seu principal mentor, falecido em maio de 2006. Ele também criou o Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), sediado em Porto Alegre.
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Em sua fase decisiva, o projeto foi conduzido pelo jornalista James Görgen, que integrou o Epcom por vários anos... Além da equipe relacionada no site, participou da pesquisa, na fase preliminar, a então estagiária de jornalismo Michele Fatturi.
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O jornalista e professor universitário Celso Schröder, Coordenador-geral do FNDC, sugere que todas as entidades, universidades, ongs e sindicatos coloquem nos seus sites um link para Donos da Mídia. Observa que "a luta pela democracia na mídia só terá sucesso quando a sociedade se apropriar dela." E acrescenta: "Donos da Mídia demonstra de modo enfático as distorções que o FNDC vem apontando e ratifica suas proposições. Poderá ser uma ferramenta poderosa a serviço dos que ambicionam democratizar a comunicação brasileira e do aperfeiçoamento das suas propostas de políticas públicas."
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Carmesin

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Que bela a ruína do capital!

fonte: Dálcio
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Confesso que tenho dado saltos de alegria por conta desta crise pela qual o sistema que é em si uma completa crise, vem perpassando. O cancêr, outro nome usado pelo capitalismo, parece com isso entrar em sua fase mais aguda. Crise de confiança ou golpe dos especuladores que tem mais folêgo, tudo indica que o resultado após ela será a mudança. Se for pra pior notaremos um aumento ainda maior dos monopólios que já tanto abarcam com os seus tentáculos. Mas quem sabe não seja pra melhor!
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É, é isso que você já deve ter notado: um fio de esperança. Quem sabe não vira: rio. Para o bem ou para o mal uma coisa é certa, o Palácio dos Governos são meras filiais. A Bolsa sim é o castelo que pretende arruinar o movimento de martelos!
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Mas outro cheiro enche os sentidos. Uma brisa que vem do campo está nos chamando pra ir plantar batatas. Coisa sensata, porque a crise vai ser brava e a moderna tecnologia oferecida pela metrópole não dão caldo algum.
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Nada mais a declarar
Eu quero sonhar
e não ser cemitério
de cadáveres
por não terem atravessado
a linha do imaginário.
(2008/10/16 Alek Sander de Carvalho)