sábado, 26 de janeiro de 2008

A CIDADE DE SÃO PAULO DEVIDAMENTE TRATADA!

Sem demagogias. Porque não foram eles demagogos. Foram loucos, cronistas e poetas. Trataram esta metrópole como ela deveria ser tratada. Não encerraram a paisagem estéril desta cidade sob o fundo de um cenário que salta num plano único a vista. Por ordem, cronológica:
Adoniran, Tom Zé e Chico Science e Nação Zumbi merecem um aperto na bocheca do Carmesin!
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ADONIRAN BARBOSA












Saudosa Maloca
Si o senhor não istá lembrado
Dá licença de contá
Que aqui onde agora está
Esse edifício arto
Era uma casa véia
Um palacete abandonado
( Assobradado e não abandonado. )
Foi aqui seu moço
Que eu, Mato Grosso e o Joca
Construimos nossa maloca
Mais, um dianem quero me lembrá
Veio os home c'as ferramentas
O dono mandô derrubá
Peguemo tudo a nossas coisa
E fumo pro meio da rua
Preciá a demolição
Que tristeza que eu sentia
Cada táuba que caía
Duia no coração
Mato Grosso quis gritá
Mas em cima eu falei:Os homi istá co'a razão
Nós arranja outro lugá
Só se conformemos quando o Joca falou:
"Deus dá o frio conforme o cobertô"
E hoje nóis pega a páia nas grama do jardim
E prá esquecê nóis cantemos assim:
Saudosa maloca, maloca querida,
Que dim donde nóis passemos dias feliz de nossa vida.
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TOM ZÉ
















Botaram tanta fumaça
Botaram tanto lixo,
botaram tanta fumaça,
Botaram tanto lixo
por baixo da consciência da cidade,
que a cidade
tá, tá tá tá tá
com a consciência podre,
com a consciência podre.
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Botaram tanto lixo,
botaram tanta fumaça,
Botaram tanta fumaça por cima dos olhos dessa cidade,
que essa cidade
tá, tá tá tá tá
está com os olhos ardendo,
está com os olhos ardendo.
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Botaram tanto lixo,
botaram tanta fumaça,
botaram tanto metrô e minhocão
nos ombros da cidade, que a cidade
tá, tá tá tá ta.
Está cansada,
sufocada,
está doente,
tá gemendo
de dor de cabeça,
de tuberculose,
tá com o pé doendo,
está de bronquite,
de laringite,
de hepatite,
de faringite,
de sinusite,
de meningite.
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Está, se...
ta tá tá tá tá
com a consciência podre.
Botaram tanto lixo,
botaram tanta fumaça,
botaram tanta preocupação nos miolos da cidade
que a cidadetá, tá tá tá tá
está de cuca quente.
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CHICO SCIENCE
























A Cidade
O sol nasce e ilumina

as pedras evoluídas
que cresceram com a força
de pedreiros suicidas
Cavaleiros circulam
vigiando as pessoas
Não importa se são ruins
nem importa se são boas
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A cidade se apresenta
centro das ambições
para mendigos ou ricos
e outras armações
Coletivos, automóveis,motos e mêtros
Trabalhadores, patrões,
policiais, camêlos
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A cidade não pára
a cidade só cresce
O de cima sobe
e o de baixo desce
A cidade não pára
a cidade só cresce
O de cima sobe
e o de baixo desce
.
A cidade se encontraprostituída
por aqueles que a usaram
em busca de saída
Ilusora de pessoas
de outros lugares,
a cidade e sua fama
Vai além dos mares
No meio da esperteza
internacionala cidade até que não está tão mal
E a situação sempre mais ou menos
Sempre uns com mais e outros com menos
.
A cidade não páraa cidade só cresce
O de cima sobe
e o de baixo desce
A cidade não páraa cidade só cresce
O de cima sobe
e o de baixo desce
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Eu vou fazer uma embolada,
um samba, um maracatu
tudo bem envenenado
bom pra mim e bom pra tu
Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus
Num dia de sol
Recife acordou com a mesma fedentina do dia anterior.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

SÃO PAULO 454 ANOS. JÁ PASSOU DA HORA DE MORRER.

FELIZ ANIVERSÁRIO, MAS SÓ PARA QUEM TEM O CONVITE.
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Estou exausto das festas tuteladas pelo Estado. As vezes sinto que este espaço invadido advém do vácuo de manifestações populares no palco da metrópole. Ou talvez eu esteja andando pelos lugares errados. Não creio. A metrópole cosmopolita não admite o popular. Ao contrário esmaga-o com fumaça e isprei de pimenta. Está sempre se transformando de tal forma que a percepção humana não consegue acompanhar. Somos da geração sem memória. Começamos todos os dias. Começamos todos os dias. Começamos. Começamos. Começamos. Começamos. Começamos. Começamos.
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Até o dia em que cairemos de um andaime. Alguma coisa morrerá e com certeza não será a vida. Utopia. Pura utopia esta coisa de vida. Somos tão cegos com isso que tornou-se, ao que parece, impossível reconhecer que é medíocre a situação, a qual, damos seguimento todos os dias, correndo anonimamente entre desconhecidos perpétuos para chegar na convenção de um horário que recolhe em seus intervalos todos os tempos de distintos movimentos. Esta cidade não é de todos. Não abre a porta para todos. Seu espaço geográfico produto da engenhosidade de engenheiros e arquitetos é de fato como nos disse noutro tempo um gênio: "Cativeiro da Babilônia". Somos os seus peões e cada dia erguemos os pilares que ruirão sobre nós. Somos carvão. Ahhh denominação largamente usada têm atravessado tempos imemoráveis. Enfim, queimamos para o conforto do banho quente de parasias. O acesso a cultura é privilégio: somente para notáveis de bolso gordo. A saúde é latifúndio de mercadores do negócio da longeividade. A felicidade fora transformada num parque de diversões e lá só ri que pode pagar a entrada, assim como a tristeza tem a cura com a dose certa de alguns comprimidos.
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O centro nunca expande. O que expande é a margem, a palafita, o precário, a especulação imobiliária, o condomínio fortaleza medieval, a desigualdade social, a indiferença, o atentado de morte contra a vida. Poderia seguir relacionando paragrafos sem fim. Penso neste amontoado de coisas. Penso nas pessoas que testemunhei comendo no lixo no maior centro financeiro da América Latina e um dos maiores do mundo. Daí me pergunto: O que estão comemorando estes patéticos?
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Vi um sem número de matérias nos meios de desinformação. Todos prestaram condolências a grandiosidade da cidade de São Paulo, a capital mais moderna e progressista do país. Feliz aniversário disseram. Por um instante todos os problemas que a afligem, no tratamento acéptico dado pela televisão, deixaram de existir. Existiriam somente nas mentes de pessoas rabugentes, velhas ou de imaturidade juvenil que têm predileção pela crítica ao invés de se integraram a massa idiotizada pelo projeto pedagógico e debilitante operado pelos canais de televisão. Babacas que usam Che, barbudos, sujos, virgens. Ridicularizam-nos.
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Chamam historiadores para o embasamento "científico" dos seus argumentos. O discurso televisivo ganha o efeito de autoridade. Explicam os 454 ano da cidade. Massacre de "índios" na cidade que começou como Vila e que curiosamente conta o aniversário desde então, não ganha destaque nas explanações. Ao contrário, ganham estátuas espalhadas pela metrópole com o custeio do dinheiro público para atentar contra a sua própria memória. Batizam estradas e outras vias em homenagem aos "tão valorosos bandeirantes". Daí os milhões de índios assassinados, ao longo da história deste país, são contabilizados como perdas necessárias pela matemática do discurso do poder, que desde sempre, mulato como é, ou deixou de ser, dado o reboque com pó de arroz comprado ao custo de alguns trocados, tem vergonha dos seus ancestrais e entende que quando a vida humana é obstáculo aos seus planos, simplesmente agride, despeja. Voam bombas. Gás de pimenta. Balas de borracha. O mulato da high society esconde a foto de sua avó e mãe. Com tal estímulo do desdenho pelo povo naturalizado, cria desesperadamente um artifício para se destoar, porque o que a high society "brasileira?" pretende é se destacar. É a casa grande e a senzala, animada por dizeres segregacionistas/hierárquicos do tipo: "Cada macaco no seu galho". Daí a ênfase na "pátria mãe". A high society comete qualquer putaria pra ter um pé do outro lado do oceano. A high society brasileira quer visto de cidadania.
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Para tanto, tem que manter o pé na Europa e mesmo Portugal maldosamente tratado pelos demais países daquele espaço com um país não europeu, não se deixam abalar, pois dão logo conta com o custeio de um psicólogo que passa alguma droga tarja preta pra dormir, anestesiar-se de ter nascido neste país. Para tanto, a high society enxerta diariamente informes, efusivos e exaustivos ao estomâgo de quem é sensível, sobre o cenário político estadunidense. Sobre os obesos daquele país. Sobre a puta que o pariu de inúmeras notícias que nada têm a ver com o nosso contexto. Que se fodam! Nas poucas vezes que ligo a televisão me deparo com isso e tão logo vejo saudável a idéia de abandoná-la de vez. É impossível não produzir um raciocínio a respeito: "O que eu quero saber se a puta da Hillary tá na frente do cusão do Obama?". Mas a high society quer ir pra Miami! Preocupado mesmo só com o povo Iraquiano, pra cujo o senado estadunidense votou um trilhão de doláres para serem investidos em armas, na tortura, na perseguição e no assassinato. Ah, tenho que tomar nota da nova moda da high society "nacional?" que admirados com o tratamento dispendido pela classe patronal chinesa aos seus respectivos funcionários e com os lucros exorbitantes decorrente de tal prática, agora sonham em transformar-nos, mão de obra largamente explorada e expropriada, em proletários do tipo chinês. Aos poucos têm conseguido: estagiário; fim dos direitos trabalhistas, slogans do tipo: "brasileiro trabalha pouco", "brasileiro é tudo vagabundo" etc etc.
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Retomando a nossa perda de linha, a high society "brasileira?" exalta a "pátria mãe", denominação que nada mais é do que um artifício construído culturalmente e difundido como discurso de poder, porque no fim quer ser "nobre", título este que é outro artifício construído culturalmente. Enfim, ela quer se destacar. Quer o visto de cidadania pra ser multinacional, pra ser aceita nos círculos que entende "nobres" e, assim, reconhecida como o efeito de sua obsessão.
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Ronaldinho, Kaka, Caetano Veloso, brasileiros pobres que viraram nobres e eles não tem culpa nenhuma nisso. É o marketing: "Brasileiro bom é brasileiro que faz sucesso lá fora". As multinacionais vendem as suas camisas, os seus discos e a high society a miragem para nós, banguelas. "Computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro". Tu vai ver!!! Vai pegar o sinal em cada favela e amanhã estaremos todos vestindo a camisa 9 do Milan e cantando o novo Hino-Nacional: "É tão bonito andar na cidade de São Paulo..." Daí por essas horas alguém vai apagar as velas. Sabe, é que hoje nalgum barraco o gato queimou por conta de uns estalos que uns trovões causaram. Daí, o povo da margem-marginal-periferia ficou no escuro. 454 anos no escuro. É! É um bocado de tempo ouvindo a mesma ladainha, história contada, verdadeira farsa fielmente encenada pela high society "nacional".
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Alek Sander de Carvalho 2008/01/26

QUANTOS MASSACRES DO CARAJÁS AINDA TEREMOS DE TOLERAR?


O episódio já ocorrera há um tempo, mas vale a menção pelo despropósito que significa. São diversas as marcas que perpassam a nossa história, mas sem dúvida a violência e a injustiça orientam todas. Para quem acredita que o arcaico mora no passado se engana imensamente. Pessoas ainda morrem na luta pela terra e a cada ano que passa os números de assassinados no campo pelo agronegócio rural aumentam espantosamente.
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Este informe pode ser encontrado no site do MST: http://www.mst.org.br/mst/revista_pagina.php?ed=58&cd=4621, movimento popular digno de nota, recebe o total apoio daquele que vos escreve.
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Pistolagem, a arma do agronegócio
05/12/2007
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Desde 2006, a Via Campesina exige que o campo experimental da transnacional Syngenta Seeds, localizado em Santa Teresa do Oeste (PR), seja desapropriado, uma vez que promove o cultivo ilegal de sementes transgênicas dentro da zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu. O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), já desapropriou a área e, atendendo à reivindicação dos camponeses, propôs criação de um centro de agroecologia. O Poder Judiciário anulou o decreto de desapropriação e a transnacional continuou cometendo o crime ambiental.
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No dia 21 de outubro, militantes da Via Campesina ocuparam, pela terceira vez, essa área. Logo após a reocupação, uma milícia, cerca de 45 pistoleiros, identificados como integrantes da empresa NF Segurança, atacou o local para promover um verdadeiro massacre dos integrantes da Via Campesina. Assassinaram o companheiro Valmir Mota de Oliveira, o Keno, e feriram gravemente, com um tiro na cabeça à queima-roupa, a companheira Izabel Nascimento de Souza e outros cinco trabalhadores rurais. Izabel sobreviveu, mas perdeu o olho direito por causa do ferimento. No conflito, morreu também um dos pistoleiros.
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Quem esteve no local, após a ação criminosa, ficou chocado com as proporções do ataque e como o poder destrutivo das armas utilizadas. As evidencias são claras de um ataque planejado e com o objetivo de assassinar as pessoas.
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O assassinato de mais um companheiro, o Keno, que dedicou sua vida em defesa da luta pela Reforma Agrária, exige a apuração e punição de todos seus responsáveis: executores, mandantes e coniventes com essa ação criminosa. Os meios de comunicação, entidades patronais e setores do Poder Judiciário e policial local, em conluio com o latifúndio, respaldam, instigam ou promovem a violência contra os trabalhadores rurais.
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Não é sem motivos que Cascavel (PR), região desse conflito é uma das áreas que concentra os mais violentos latifundiários, aqueles sempre dispostos a “fazer justiça” com as próprias mãos. Os pistoleiros, às suas ordens, agem impunemente porque se sentem respaldados por uma estrutura de poder que vai além das cercas do latifúndio. Uma impunidade assegurada pelo poder econômico e entranhada sem setores das instituições do Estado.
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Mas essa violência contra os trabalhadores não é um fenômeno novo. Desde a chegada dos colonizadores europeus, a história do nosso país está marcada pela criminalização e violência cometida contra as comunidades pobres. Essa violência, já estrutural, é um mecanismo imprescindível para manter a exploração da população brasileira e assegurar o domínio sobre nossas riquezas naturais.
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Hoje, como há 500 anos, a sangria para o exterior da riqueza produzida em nosso país, é assegurada a ferro-e-fogo e com a conivência do Estado brasileiro. Os quase US$ 38 bilhões que as transnacionais enviaram para o exterior, apenas como remessa dos seus lucros, no período de 2003 a 2006, fazem falta ao país para resolver seus graves problemas sociais. Da mesma forma, fazem falta ao povo brasileiro, os mais de R$ 150 bilhões queimados anualmente no pagamento dos juros da dívida externa. São 500 anos de um modelo econômico, no qual as riquezas não pertencem ao povo que as produz. Por isso, este povo precisa ser mantido submisso ao modelo, seja um domínio ideológico, cultural ou violento.
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Assim, a ação criminosa da Syngenta se iguala, em seus objetivos, às práticas de violência contra os trabalhadores cometidas pelos senhores escravocratas e oligarquias rurais dos tempos passados. O agronegócio, apresentado à população como o setor mais moderno da agricultura brasileira, hoje é o principal promotor dessa violência. A Syngenta, com seus crimes ambientais e assassinato de trabalhadores, deve ser expulsa do país. Seu único objetivo é saquear nossas riquezas nacionais, às custa do sangue do povo brasileiro e da degradação ambiental.
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A violência cometida contra os trabalhadores somente será vencida com o modelo de desenvolvimento econômico que assegure justiça social e soberania nacional. Esta é nossa luta.

sábado, 19 de janeiro de 2008

QUANTO GANHA UM PARASITA (PARLAMENTAR) FORA OS AUXÍLIOS GRAVATA DA VIDA

Foto: Sebastião Salgado
Quanto fatura um parasita em reajuste salarial (único consenso entre os partidos comunistas, socialistas, liberais, neo-liberais, evangélicos, católicos, de aposentados, facistas, etc e tal) votado pelos mesmos para seu próprio benefício em 30/05/2007.
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Vale um comentário, dado que muito se repercutiu dos parlamentares" (embora prefiramos usar uma terminologia mais próxima a dos biólogos, vamos nos fazer entender com: parlamentares) que vociferaram contra o aumento, mas pouco repercutiu que nenhum dos parlamentares abriu mão do aumento de salário. O que será que diriam os mesmos? Será que diriam neste caso que foram obrigados a receber tal montante. Coitadinhos.
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O Brasil possui na esfera federal 81 senadores (30 têm problemas com a justiça e 23 com concessões de radiodifusão), 513 deputados federais (163 têm algum problema com a justiça e 55 com concessões de rádio e/ou TV), 34 ministros, 1 vice-presidente e 1 presidente.
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Os mesmos podem ser considerados como gastos, diferentemente de como costumam se referir aos investimentos em saúde, educação, e outros serviços que são prestados a sociedade e que deveriam ser o fim lógico do dinheiro arrecado dos contribuintes. Como gostam de se auto-intitular: os "representantes" da sociedade brasileira ganham verdadeiras fortunas anualmente e justificam o disparatado volume com o qual se auto-remuneram mentido uma falsa imagem de que são eles seres dotados de uma condição especial que os destoa, portanto, da sociedade, que é sua refém.
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Balelas a parte os números que vem a tona são assustadores. São ainda mais assustadores quando se tem a consciência de que os valores correspondem ao salário líquido dos parasitas, ops, parlamentares, pois deste (embora venhamos a confirmar tal dado) estão excluídos os diversos auxílios gasolina, gravata, passagem aérea, verbas de gabinete, entre outros que em votações para engordar seus patrimônios, tal como, do lobby do interesse privado quando não tem "representantes" diretos no poder. Álias, vale uma pesquisa pra ter em consciência do quanto cresceu o patrimônio dos parasitas, quero dizer, na verdade não quero não, parlamentares.
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Enfim, vai o disparate dos milhares de reais ganhos a custa da miséria da sociedade.
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Salário Líquido fora os auxílios gravatas da vida
Deputados e senadores ganham R$ 16.512,09
Gasto dos 594 parlamentares (deputados federais e senadores) por mês R$ 9.808.181,46
Cada deputado ou senador ganha por ano R$ 198.145,08
Com a Câmara e o Senado são gastos por ano R$ 117.698.177,52
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O presidente = R$ 11.420.
O presidente ganha por ano = R$ 137.040,00
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Vice-presidente e ministros = R$ 10.748,00
O Vice-presidente e os ministros ganham por mês R$ 376.180,00
O Vice-presidente ou cada ministro ganha por ano R$ 128.976,00
O Vice-presidente e os ministros ganham por ano R$ 4.514.160,00
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Só com o federal o gasto por mês é de R$ 10.195.781,46
Por ano o gasto é de 122.349.377,52
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Uma pesquisa saída na podre mídia grande estima que o gasto anual, tendo em conta a repercussão destes aumentos nos níveis estaduais e municipais chegam a 610 milhões por ano.

PASMEM!

Deu no quadrado de imagens em movimento, chamado de mágico noutros tempos, de fato, as vezes, me pergunto qual o feitiço eficiente o bastante para idiotizar tanta gente. Também deu em outros meios de informação e desinformação.
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602, 7 bilhões de reais fora a soma arrecadada pelo governo federal em 2007. E poxa, eu que aqui estava fazendo escarcel pra 40 bilhões pra saúde me sinto envergonhado por ter pedido tão pouco, álias eu que não acho este modelo de Estado viável, por vezes serei pego em sua defesa. Defesa não direta é verdade. Mas defesa, quando, por exemplo, digo que ao pagar impostos vejo a obrigação do Estado em reverter o dinheiro arrecadado em prestação de serviços públicos, não sendo desviado para o financiamento do privado através do BNDES, de isenção fiscal, derrubada de CPMF, IOF, entre outros. Tampouco, é inaceitável o desvio para o pagamento de uma dívida que é privada junto ao FMI e aos credores internacionais para manter a imagem frente ao Mercado positiva, pois o investidor precisa sentir se seguro, enquanto milhões passam fome sob o regime das armas policiais dessas nossas ditaduras que mostram os dentes, tal como a sua verdadeira face em situações de conflito. Não vamos esquecer o menino de 13 anos que no Recife fora massacrado por estes covardes de farda em nome do poder.
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160 bilhões foram gastos para pagar a divida do poder econômico privado nacional, leia-se agronegócio e burguesia industrial, junto ao FMI.
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Agora é pra cair em lágrimas.
Dos 602 bilhões arrecadados, menos os 160 bilhões desviados roubados do erário, foram para as mãos dos credores internacionais para pagar a dívida do poder econômico nacional (que é político também). Deste montante arrecadado em 2007 o governo projeta que 43,9 bilhões serão investidos em saúde no ano de 2008 (pra este ano o golpe de Estado do DEM/PFL/ARENA, PSDB, PTB e o restante da oposição retirou os 40 bi das mãos do governo(?), gorjetinha miúda mediante o montante arrecadado) e 2,7 bilhões, REPITO 2,7 bilhões serão investidos? em educação. *http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/em-2007-brasil-gastou-r-160-bilhoes-com-pagamento-de-juros
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Não acabou ainda. Os parlamentares brasileiros, onde 1/3 dos senadores tem algum problema com a justiça*, tal como os 163 deputados da Câmara Federal dos 513, gastaram 20 milhões de reais com passagens de avião e 80 milhões com custos de manutenção dos mais diversos, fora os 610 milhões, que o aumento votado pelos próprios para si mesmos em maio de 2007 significou, embora eu precise confirmar se os 100 milhões estão de fato fora desta conta como eu acredito que estão.
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É termino com uma questão: Quem é que tá perdendo nesta guerra?