segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ilha

foto: 2008 08 / AEK - Vida que persiste, embora sempre coagida à extinção pela atividade humana.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Qualquer semelhança com o regime militar não é mera coincidência


Yeda Crusius, a Nazi.
fonte: http://carosamigos.terra.com.br/
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Governo Yeda [Desgoverno, 'Caros Amigos', degoverno!]
Corrupção e violência são duas faces do mesmo projeto
O Rio Grande do Sul vive um estado de exceção. Toda e qualquer manifestação social é reprimida com violência pela Brigada Militar sob ordens da governadora Yeda Crusius. São freqüentes os episódios de trabalhadores e trabalhadoras algemados, feridos com balas de borracha e atingidos por bombas de gás lacrimogêneo e pimenta. Professores, metalúrgicos, sem terras, desempregados... a violência do Estado contra os pobres é cotidiana nas abordagens da polícia para os trabalhadores, seja nos bairros, seja nos movimentos sociais.
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Os episódios do dia 12 de junho são apenas a página mais recente desta história. Movimentos sociais que protestavam contra a alta do preço dos alimentos, antes de um ato contra a corrupção, foram cercados e feridos pela Brigada Militar. O objetivo da polícia gaúcha era evidente: impedir que os movimentos sociais denunciassem a corrupção que sustenta o governo Yeda Crusius.
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Nosso compromisso
A corrupção não se dá apenas no desvio de recursos de órgãos públicos, como os R$ 44 milhões desviados do Detran sob investigação por uma CPI. A corrupção também é institucionalizada e formalizada nos financiamentos de campanha. A governadora foi financiada por grandes grupos financeiros e por empresas transnacionais. Apenas três empresas de celulose – Stora Enso, Aracruz Celulose e Votorantim [nossa olha elas aí!]– doaram meio milhão de reais para a campanha Yeda.
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E o agradecimento às doações são pagos em políticas da governadora: desregulamentação ambiental para beneficiar a compra de áreas por papeleiras, fechamento de salas de aulas e turmas de Educação de Jovens e Adultos, privatização do Banrisul, concessões fiscais aos financiadores da sua campanha.
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E para o movimento social organizado, violência e repressão. Repressão que não é apenas um método, mas parte desta política, gestada pelos mesmos setores que ordenaram o Massacre de Eldorado de Carajás no Pará e o Massacre de Felisburgo em Minas Gerais.
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Os movimentos sociais gaúchos não esmoreceram e seguirão lutando não apenas para que todos os casos de corrupção sejam apurados, mas para que tenhamos uma verdadeira reforma política, que impeça que grupos transnacionais governem através do financiamento de campanha. Nosso compromisso é com a construção de um projeto popular para o Brasil que garanta educação, saúde, terra e trabalho para todos e com dignidade.
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Porto Alegre, 12 de junho de 2008
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Comissão Pastoral da Terra – CPT
Federação dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação do Rio Grande do Sul
Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul
Levante Popular da Juventude
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento das Mulheres Camponesas – MMC
Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis – MNCR
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Movimento dos Trabalhadores Desempregados – MTD
Pastoral da Juventude Rural – PJR
Resistência Popular

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Maravilhas da Arquitetura Kassabiana

2008/08 - foto: AEK
2008/08 - foto: AEK
Desgoverno Kassab tira lugar de pedestre ao invés de tirar dos carros em calçada pintada que chamou de ciclovia! Que fique claro, somos à favor das ciclovias, mas principalmente daquelas que tiram o lugar dos carros!
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Tá aí! Mais uma arguta preciosidade arquitetônica do desgoverno Kassab anunciada no site da prefeitura, evidentemente não de outra forma, senão com deplorável pretensão e já familiar linguagem fabular, como: "construção".
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Por sua vez, a grande merda de mídia e os "gênios' da engenharia deste desgoverno não chegaram a um acordo sobre a quilometragem da obra faraônica. Alguns especulam 15 quilometros, dando evidentemente aquela puxada de arrebentar saco de prefeito, dado que do gabinete do coiso a quilometragem, segundo informaram, não ultrapassou os 12,2 quilometros.
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15 ou 12,2 o entusiasmo da indústria da tinta e do marketing publicitário deve ter aflorado em sorriso de alguns milhares ou milhões. Ahhhh tudo é cifra e pra quem tem fortuna isso é gorjeta. Quando a população é de espectadores, então, meu santo. Ademais, dar uma mão de tinta torna-se mais barato e fácil e deixa considerável sobra para que as subprefeituras destruam e consertem as calçadas de comerciários, empresários, senhores de engenho e outras categorias de parasitas chamados pelos subalternos de "patrão", instalados nos centros comerciais locais, além, é claro, de evidentemente cumprirem, as mesmas subprefeituras, o contrato de licitação, fornalizado pela prefeitura, com os fornecedores dos horrendos tijolinhos.
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Mas porque tanta revolta, diria um leitor lesado? Como não nasci com pinta de otário, digo isso, porque já é mais que familiar de todos nós moradores da cidade de São Paulo que a lógica que este desgoverno tem usado para enfrentar nossos permanentes e ancestrais problemas caem sempre na solução da perfumaria. Trocando em miúdos o método é passar uma mão de tinta, para que, os flashes fotográficos dos repórteres da boca cabeluda e televisivos programas jornalísticos com fundo tipo cartão postal de obra faraônica superfaturada e inútil, satisfeitos, propagandeiem falsificando sobre uma obra que não foi, não é e nunca será.
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Quem frequenta o Centro Cultural São Paulo já está habituado com as sucessivas destruições/reformas "mão de tinta" que a má digestão, sempre com desdenho pelos cidadãos, desanda a fazer. Paranóia de parasitas partidos neoliberais, faz-se o mesmo na esfera estadual e federal. Quanto ao primeiro, como poderão notar no cativeiro que sofre a mão desenhada pelo arquiteto Niemeyer e que deve estar morrendo de desgosto de estar morando no Memorial da América Latina ultimamente, espaço público que a coisa já de uns 5 ou 6 anos vêm sofrendo com os sucessivos aluguéis para os "empreendedores" privadas, ops privados, com o consentimento do seu presidente, o troço do Leça e do patrão deste, a merda do Serra. Quem vos fala tem conhecimento de causa, dado que trabalhei na instituição como mão de obra barata por dois anos.
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2008 AEK - Cadê a mão do Niemeyer?
2008 08 AEK - Foi sequestrada pelo privado que aluga o público
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Mas vamos deixar de lado o Memorial da América Latina, para retornarmos a 8º Maravilha da humanidade, no caso, a insuperável Ciclovia do Kassab. Recomendo aos ciclistas, carregarem nos bolsos, "santinhos" de São Judas, o das causas impossíveis, e depois dar um passe, pra garantir, na sua magrela, porque pra chegar na ciclovia terão de sobreviver ao selvagem trânsito, dado que, como a Transamazônica, a ciclovia começa no nada e termina no meio do caminho. Fui um pouco maldoso, reconheço. De uma forma ou de outra, caro ciclista, será a oportunidade de encontrar a sua fé. Hehehehe... só rindo pra não chorar.
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Mais importante do que qualquer coisa é notar a construção da foto. Ciclovia, maravilha de engenharia e do marketing publicitário, pois só uma mentira do tamanho de um elefante faz judeu acreditar em Cristo, ou melhor, que uma calçada que levou uma mão de vermelho é ciclovia. Imprescindível ainda, e tal percepção somente os perspicazes irão alcançar, é que o "gênios", ao invés de tirar o lugar dos carros tiraram o lugar do pedestre. Esta última constatação não é banal!
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Em suma, mais um indício de que vivemos na metrópole onde o atestado de cidadania se é dado quando se tira a carta de motorista. É senhores e senhoras, estou falando da classe média do pensamento mediano e medíocre.
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Fim e se continuar assim, será o nosso, pois andamos aí sem por cigarro na boca e fumando 2 por dia.
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AEK

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

TSE e STF deixam corruptos participar de eleição!

Notas sobre um Estado que não acredito
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Mais uma vez o recado foi dado, inclusive o mesmo do caso Dantas: "Elite econômica, vocês que sequestraram o poder, podem roubar à vontade!"
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Em um movimento sobre os argutos do corpo político nacional tivemos ainda há coisa de algumas semanas a apreciação da posição do TSE em relação aos candidatos podres que ativamente desempenham as suas funções privadas sob estrutura que o espetáculo tende a chamar de público para alienar-nos. Claro que não por vontade própria, senão pela obrigação vetar ou não a ação de insconstitucionalidade movida pela Associação de Magistrados Brasileiros (AMB), a qual pretendia o nobre devaneio de barrar candidaturas de políticos que respondem a processos ou têm condenações na Justiça, em outras palavras, de mudar a estrutura se valendo da estrutura. Tztztztztztzzzzz!
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Trocando em miúdos o resultado desta ridícula apreciação dá nos o privilégio de acompanharmos a participação por mais 4 anos destes "sujeitos" que continuarão a engordar suas contas no exterior na mesma medida em que matam milhões com seus movimentos corruptos isso sem mencionar ainda, mas não perdendo demais o tempo, senão me apagão, àqueles envolvidos com o crime organizado. Apesar de que: dá tudo na mesma!
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Afinal, nem precisa dizer qual fora a posição do TSE. Repito insistentemente: "Quem tem renda jamais irá distribuir a sua renda!", logo como esperar que juízes votem contra seus "amiguinhos" que ganham o caviar de cada dia. O próprio ACM ficou a cargo do capeta e não veremos em vida, sob a gerência do atual modelo de gestão política, mudança alguma a não ser que o coisa ruim aponte seu tridente para um desses parasitas, pois, nossos avós morreram na miséria, nossos pais morrerão e nós morreremos enquanto continuarmos a acreditar piamente nas mentiras repetidas pelo espetáculo televisivo.
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O fato é que o TSE dá parecer favorável para a candidatura e, conseguinte, participação no processo eleitoral de candidatos envolvidos com ações criminosas. E o Tribunal Superior Federal, recheado com seu corpo de "ilustres" e "notáveis", naquilo que condiz, especificamente a competência da grande cagada infinita não ingênua, senão consentida, endossou a posição do TSE. Ou seja, "ilustríssimos" e cagados como os "ministros Gilmar Mendes, presidente da Corte, Marco Aurélio de Mello, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Carmen Lúcia Rocha e Carlos Alberto Menezes Direito [deram o mesmo] voto do relator, Celso de Mello, que foi contra o veto, garantindo o direito dos candidatos processados e [condenados] de concorrerem". O argumento que usaram para justificar o injustificável foi algo mais ou menos assim: "- Não, gente! Peraí, povo ignaro e reacionário. Até os corruptos amam. Mais que isso eles se recuperam, logo condenados podem participar. É claro, que não vão para a cadeia, mas como ignaros, vocês esperão que nós, senhores de engenho, seremos algemados algum dia? De qualquer forma, cumprimos a nossa pena em Paris e daqui há 8 ou quem sabe 10 anos a recaída corrupta que nos afligiu prescreve e para o mundo voltamos novinhos em folhas, ou melhor, notas de dolar. Não vê o Collor, que exemplo. Loguinho, volta o Hildebrando, o homem da serra elétrica. E se, por ventura, o candidato estiver sendo processado, ahhh ele é inocente! Todos são inocentes até que se prove o contrário, com excessão evidentemente do MST que inclusive são terroristas, pois onde já se viu: Atentar contra a propriedade privada" [você decide o quão lúdico é este discurso].
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No fim, de maneira não menos arguta repetiram a ladainha tão fantasticamente colocado por una película chilena, porém universal: Machuca, onde uma senhora em total consternação mediante o público de bacanas que a acercava e, de maneira não surpreendente, senão facista, a incriminavam se espantam com a sua reação, dado o que esperam sempre é a inércia. Disse a mãe do garoto pobre: "Estou cansanda. Sempre quando algo acontece somos nós os responsáveis". É claro que falhou a memória, mas a idéia não é outra. Se nos torturam, a culpa é nossa. Se nos espancam, a culpa é nossa. Se nos fuzilam, a culpa é nossa. Se passamos fome, a culpa é nossa. Se corrompem, roubam e estrupram, a culpa também é nossa. A mãe no filme diz: "Estou cansada de ser sempre a culpada de tudo".
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Enfim, não fez-se outra coisa, senão o "ilustre" presidente do STF em nome da cagalhada disse que caberia ao eleitor escolher bem os seus candidatos... hahahahahahahahahaha... Como temos informação para tanto e ela nem mercadoria é, não caro leitor!!!!!! Afinal, todos trocamos os trocados do cachorro quente pela informação desinformante, mas mínima para algum respaldo nos dar. Ahhhh e a educação que nos dão, é impecável. Nossa televisão é deliciosa e faz inveja para os regimes mais facistas do planeta. Exportamos know-how em tortura e alienação.
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Já que tiraram o cú da reta e pior ainda fazem publicidade deste regime insustentável: “Perder uma oportunidade pode fazer você perder muito tempo. Se nas próximas eleições, você não escolher os melhores candidatos, por exemplo, a sua cidade vai perder quatro anos. E quatro anos é muito tempo”, cabe a você eleitor não compartilhar as regras deste sistema podre. Eu, vou votar nulo, mas tenho outras cartas na manga.
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Bem,
até!
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detalhes:
Só dois de nove votos foram à favor da não eleição de candidatos podres: Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Britto, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Carmesin

Stora Enso/Enzo

Para ler e refletir!
Despropósitos de um poder despropositado!
07/03/2008 - 18:31 -
Ação da Via Campesina na Stora Enzo: Carta aberta à governadora Yeda Crusius (RS)
Salvador, Bahia, 07.03.2008
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CARTA ABERTA
Á Exma: Sra. Governadora Yeda Crusius!
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Escrevo-lhes, como mulher e mãe, em nome de tantas mulheres e mães que enfrentam a luta pela cura de seus filhos contra uma das doenças, cuja origem cientifica está nos agrotóxicos, químicos e industrializados: os tumores.
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Como mulheres e mães, lutadoras em defesa da vida, vivemos hoje a crueldade do sofrimento ao acompanhar e carregar em nossos braços, nossos filhos, que lutam em hospitais e clínicas de oncologia, para se curar de tumores, leucemias e os mais diversos tipos de câncer, hoje comprovados cientificamente, que uma de suas principais causas está na forma pela qual a ganância humana, em busca do progresso, polui, destrói e mata a vida, as espécies e a energia de nosso planeta. Os rios, a água, o solo estão contaminados. O ar poluído pela desenfreada fumaça das indústrias, pela destruição das matas nativas, em troca de extensas plantações de monocultivos. Os pássaros e animais de todas as espécies estão sendo exterminados. Os salgadinhos, as salsichas, enlatados, transgênicos são colocados na mesa da grande maioria da população, no lugar da produção de comida que vem da própria natureza e é produzida pelas mãos de mulheres e homens do campo. É a produção que alimenta e cura: frutas, verduras, feijão, arroz e toda comida camponesa.
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É com esse sentimento que somente pode medir quem vive e se encontra hoje na condição de milhares de mães, mulheres que lutam pela cura e pela vida dos seus filhos, vítimas de tumores, destruidores da vida que lhes escrevemos, evidentemente, indignadas, para somar com a multidão de vozes que protestam contra a sua conduta, que determinou amparo e defesa á empresa capitalista, multinacional, Stora Enso, nefasta para humanidade, para a natureza e para o planeta, que, amparada por um “interdito proibitório” essa empresa STORA ENZO conseguiu com a “justiça” a autorização da polícia para fazer despejo sem mandato judicial, em qualquer de suas áreas ocupadas. Entendemos que, isso nada mais é do que o estado brasileiro, ao invés de investir na agricultura camponesa, nas melhores condições de vida a seu povo, se coloca a serviço de uma empresa Finlandesa, que comete um crime de ter comprado 86 mil hectares de médios e grandes proprietários, na área de fronteira com o Uruguai e Argentina o que é proibido por lei. E mais que isso, sob o seu comando governadora, e do seu governo, foi colocado todo um aparato contra uma multidão de mulheres, mães camponesas, que de mãos calejadas e sonhos grandes, gritam hoje, em forma de protesto, de luta, pela vida que está ameaçada. Desta forma, todo nosso apoio e solidariedade ás mulheres da Via campesina.
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Governadora, essas mães, mulheres camponesas sabem que essa forma de luta é o único grito que têm hoje a fazer. Não há outra forma para que mulheres, mães camponesas, sejam ouvidas pelos governos, por aqueles que se dizem “responsáveis” para buscar solução aos maiores problemas de hoje. Sem sombra de dúvidas, estão prestando um serviço à humanidade, e um dia serão reconhecidas, como aquelas que, mesmo sendo espancadas, violentadas, presas, torturadas, condenadas, vendo seus filhos sendo arrancados de seus braços... disseram/alertaram/chamaram atenção no sentido de que os problemas sociais precisam ser atacados pela raiz. E que é preciso mudar a sociedade. Há outros modos de viver, mais digno, mais justo, mais humano e, portanto, mais adequado à vida humana. E somente os seres humanos, mulheres e homens que acreditam nos sonhos de uma pátria livre, poderão fazer as grandes mudanças.
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O capitalismo é selvagem. Não serve para a vida humana. Ele tem várias facetas e formas de arrancar nossos filhos de nós. Arranca produzindo os diferentes tipos de doenças, enfermidades que não têm cura, pouco mais pouco menos, vai levando um a um..., arranca pela fome, resultado da concentração de renda, dos latifúndios, da ganância, arranca pela miséria resultado das grandes desigualdades sociais, arranca também pela agressão policial, como aconteceu no seu Estado governadora, quando mulheres e mães tiveram a coragem, de coletivamente colocar o dedo na raiz do problema... gritar por solução, pois a vida para quem trabalha é cruel e dolorosa demais... O que as camponesas fizeram foi denunciar um modelo de sociedade que não serve, e anunciar que não dá mais para permitir, omissas e caladas, a invasão de empresas estrangeiras no meio de nós. Essas mulheres trabalhadoras do campo, mães de família, sabem que somente nós, seres humanos, somos capazes de construir um modo de vida inteligente e sábio, capaz de viver em dignidade. Mas essa construção não se faz a base da mediocridade que se humilha frente a opressão de gênero e a exploração de classe. Recuperamos o sentimento das mães da praça de maio: “Nem um passo para traz”. Insatisfeitas e indignadas nos colocamos a questionar:
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Será possível, nos dias atuais, acreditar que uma mulher é capaz de colocar um contingente da Brigada Militar para agredir, violentar centenas de mulheres, camponesas, trabalhadoras e mães, que, com suas vidas, prestam hoje um serviço à humanidade de amanhã, como aconteceu com a invasão de forma violenta no acampamento das mulheres da Via Campesina na Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul, por volta das 17h, nesta terça-feira, dia 03.03.2008?
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Será possível, nos dias atuais, acreditar que uma mulher governadora de um Estado, usa da máquina e do “poder” para deixar centenas de camponesas, mulheres e mães feridas pela crueldade em defesa de um sistema à mercê do domínio das multinacionais, contra a vida humana e a vida do planeta?
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Será possível, nos dias atuais, acreditar que uma mulher, permite ver com seus próprios olhos e sob sua aprovação, 250 crianças serem separadas das suas próprias mães, jogadas no chão, deitadas com suas mãozinhas na cabeça? Junto com suas mães tão cedo, vidas pequeninas, no chão das estradas, dos roçados e das favelas, conhecem o destino de um preço a pagar quem ousa acreditar na vida e lutar por ela. Certamente um dia essas crianças farão a pergunta:
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Professora Ieda, economista, porque vc fez isso conosco? Porque Professora? Que lição é esta? As Ferramentas de trabalho de nossas mães, que utilizam para garantir o nosso café da manhã, o almoço e o jantar, que nem todos têm, ferramentas utilizadas para produzir comida saudável, foram apreendidas e os barracos que nós estávamos todos destruídos. Por que fizeram isso professora, economista? Já imaginou seus filhos, netos, bisnetos, tataranetos (...) sendo tratados dessa forma como nós fomos tratados?...
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Nesse mesmo dia, a Exma. Governadora, de um lado usou de violência sobre as camponesas e, de outro lado, entregou o troféu Ana Terra a 25 mulheres em festividade no Teatro São Pedro. Ali também, o grito de uma corajosa mulher, denunciando o apoio da governadora e de seu governo ao plantio de eucaliptos no estado do RS, o que impede a produção de alimentos para a população, foi entoado em alto e bom som. Os gritos da camponesa chegaram aos ouvidos da governadora, que num gesto com as mãos acenou para esta mulher trabalhadora. Será por ironia do destino, reafirmando sua posição? Enquanto isso a mulher camponesa foi sendo retirada de dentro do teatro, pelos “seguranças” do evento, pois ali não há lugar para a diferença.
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Certamente essas crianças um dia dirão: Ainda pequeno, nos braços de minha guerreira mãe, eu já aprendi a lutar pela vida, pela natureza, pelo planeta. Minha mãe sempre me dizia que o deserto verde, coloca em risco a vida da humanidade hoje e condena a humanidade de amanhã. Aprendemos com nossas mães lutadoras aquilo que, quem tem a tarefa de nos ensinar, não o faz: Cuidar do planeta, a casa onde moramos. Como diz a canção do Pe. Zezinho: quando eu crescer eu vou cuidar do meu planeta e libertá-lo da destruição, vocês verão!
Porque fez isso conosco mulher professora, economista?
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Foi duro e cruel demais ver com nossos olhos de crianças, a Brigada Militar, aqueles soldados que deveriam nos proteger, e exigir que a empresa que roubou o nosso espaço, arrancou o nosso pão, sugou o nosso sangue, nos deixássemos viver em paz, mas não foi isso que nós vimos. Vimos nossas mães, mulheres camponesas que trabalham dia a dia, sol a sol, sendo agredida na entrada daquela fazenda, que é nossa, e nos roubaram. Não nos cansaremos de perguntar: Por que permitiu isso professora, economista?
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Vimos com nossos próprios olhos jornalistas que ali estavam prestando o serviço que lhes cabe, serem coagidos de forma violenta. Porque os donos da mídia não permitem mostrar a dura e cruel verdade de quem trabalha e luta para sobreviver. Jornalistas a serviço das grandes empresas e a serviço desse modelo destruidor da vida tem lugar e prestigio. Porque, professora economista, não permitiu sequer mostrar os dois lados dessa moeda? Um cinegrafista foi detido por mais de uma hora e a sua fita com o registro da agressão apreendido. O que o seu governo e os tribunais farão com esse material?
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Professora, economista, está colecionando em seu governo, ações violentas para afirmar-se como a primeira mulher que, ao assumir o comando do Estado do RS, fez igual e/ou pior que os maiores ditadores do mundo, que usurparam o direito e alegria de viver de tantos seres humanos? É claro que, dos ditadores, você fez a diferença: Na semana em que se marca o dia Internacional da Mulher, determinou a crueldade e a violência à dezena de mães, camponesas, mulheres que no dia a dia, plantam, regam, colhem, são aquelas que cultivam com suas próprias mãos a semente que poderá garantir as espécies para a perpetuação da vida. Sua escolha foi a defesa da empresa Stora Enso que ajudou financiar sua Campanha. Sabe muito bem a governadora que não foi o desejo e o sentimento das mulheres camponesas, das trabalhadoras, dos trabalhadores que ela chegou ao cargo onde está hoje. Professora, esse cargo não é eterno, mas os resultados de suas ações deixarão suas marcas.
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O que nos resta fazer senão condenar esse tipo de ação e denunciar “aos ventos” que a professora, economista, hoje governadora tucana, está colocando o aparato policial do Estado a serviço da multinacional Stora Enso. Só porque é uma de suas maiores financiadoras de sua campanha?
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Certamente dirão essas crianças: Nós e nossas mãezinhas, trabalhadoras do campo, estamos denunciando com nossas vidas que essa área foi adquirida ilegalmente pela empresa estrangeira e burlando a Constituição Federal, por se localizar em faixa de fronteira, o que é proibido por lei, professora, economista. Tudo que podemos fazer é clamar por justiça. Essas crianças falam e falarão à humanidade sempre! As mulheres camponesas propõem a soberania alimentar, que prevê a cada país condições de produção dos alimentos, garantindo autonomia e criando condições para combater a fome, a miséria e as desigualdades sociais, possibilitando o desenvolvimento da agricultura.
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Pedimos em nome da vida e do direito à liberdade que sejam liberadas todas as mulheres camponesas, indenizadas em seus danos, sejam eles morais ou pessoais e que seja condenada a Empresa Stora Enso, multinacional ilegal. Pedimos justiça às mulheres camponesas, às crianças camponesas e punição à Empresa STORA ENSO.
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Fortalecer a luta em defesa da vida, todos os dias!
Sirlei A. K. Gaspareto