domingo, 12 de setembro de 2010

VEJA quando educa produz cegueira intelectual

Estava buscando informações para fazer o meu molotov contra as eleições de outubro. Mínimo de exercício democrático que sobrara em nosso contemporâneo exercício do decidir quais os caminhos que as nossas próprias vidas irão seguir. Quando me deparei com o extremismo da ignorância anti-popular e cruel da direita, que há muito é extrema.
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A notícia não vale nem a pena postar. Um mal exemplo de como se faz uma crônica jornalística, de uma revista que se intitula: VEJA, mas que na verdade representa o gerenciamento da cegueira nacional, tal como compõe o arsenal do grande capital, nacional e multinacional, e da bancada ruralista, latifundiária e dona de mais da metade das terras nacionais, tal como da renda extremamente mal distribuída.
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Enfim, estava tentando achar matéria pra esquadrinhar candidatos, dentre eles, aquele que tenta pagar de povão, o "Zé" Serra, que nunca vai ser chamado por apelido algum, senão pelo seu formal sobrenome, mesmo embora carentão e invejoso, propagandeia que estudou em escola pública, em uma época em que ela só atendia de classe média a elite, mas hoje não coloca neto nem pagando em uma do gênero, só pra pagar de "homem do povo".
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Mais que isto quer colocar-se como sujeito que lutou contra a ditadura militar quando alinhou-se a UNE, no entanto, em seu governo dentre tantas ações descaradamente autoritárias, incentivou ações como, por exemplo, a entrada da tropa de choque no campus da USP, para uma reintegração truculenta, quando o que se queria era o diálogo. Detalhe que a policia militar não tinha adentrado a universidade desde a ditadura militar. (faça uma visitinha: http://www.arlesophia.com.br/?p=634)
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Por fim, como eu sempre digo, quem faz propaganda sempre mente, tentando convencer justamente daquilo que não se é, o "Zé" Serra, estudante de escola pública e militante da UNE, que passa longe de tudo que se pareça POVO. Confesso que gargalhei tanto quanto as "tiradas humorísticas" do Ti-titica quando ele, o "Zé" Serra, disse que era pobre e o seu pai possuía uma "banca" no CEASA. Deviam proibir estas coisas. Pode-se ganhar um infarto com isto.
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Poxa, como eu enrolo mais que bicho da seda. Mas é por aí que caminha a reflexão. Nós pensamos uma coisa e quando surge a oportunidade, falamos de umas milhares. Lá vai então o que achei com as minhas eternas pesquisas:
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ENQUETE DA REVISTA VEJA
abre aspas
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O filme sobre a vida de Lula já era. Nem a distribuição de ingressos está ajudando. Vamos ajudar esse filho do Brasil? Como fazer o filme bombar?

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* Combo Povo Popular: cada espectador terá direito a um kit com sanduíche de mortadela, tubaína e uma dose de 51; (Minha nota - Claramente a mulher e o homem da camada popular são esteriotipados de uma forma tão revoltantemente preconceituosa que a vontade era incendiar a editora abril)
* Sorteio de ingressos para visitar a sala onde começou a nascer o fim da heteronormatividade, conforme quer Vannuchi: a cela do Dops em que Lula e outros se acotovelavam com o “Menino do MEP”; (Minha nota - Vamos por partes: 1))) Heteronormatividade é o nome que se dá a cultura em que aceita como normal somente o padrão em que homens se relacionam como mulheres. O excerto é homofóbico, porque pretende diminuir o Lula, usando como base a sexualidade; 2))) Mais que isto mostra o autoritarismo da editora Abril, ao tratar como brincadeira um dos períodos mais expúrios de nossa contemporânea história. Quer instrução leia o livro "Brasil Nunca Mais!"; 3))) Bom, o tópico foi criado com base em uma notícia publicada no elitista e tucano jornal "Estadão" por César Benjamin. Como se não bastasse a notícia é produzida e disseminada de forma fraudulenta, sem pesquisa e investigação. O fato é desmentido por um dos principais adversários políticos do Lula na atualidade, no caso, o "Zé" Maria, na época companheiro de cela).
* Sorteio de uma carona num dos jatos da Presidência da República; o risco é ter de viajar com um dos “ronaldinhos” de Lula e seus amiguinhos;
* Exemplar autografado da autobiografia de Lula: “Nasci banguela e analfabeto, mas venci”; (Minha nota: Novamente, ironizando, debochando e ridicularizando das camadas populares).
* Distribuição de adesivos com a seguinte frase: “Depois do cara, fique com a coroa”. (Minha nota: Com certeza tentou fazer humor com base em trocadilhos. Só tentou. Não conseguiu, como era de se esperar de alguém tão limitado em termos de análises políticas. Mas há aqui também uma conotação sexual, tal como, o segundo tópico que fora produzido em pesquisa para a classe média de medíocre e mediano pensamento)
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fecha aspas
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Distintamente, da intelectualmente nanica mídia grande, eu cito a fonte:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
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Anti-popular, logo elitista. Homofóbica, logo quadrada. Autoritária e golpista, logo, anti-democrática:Imagem limpa. Sem conflitos. A editora Abril já elege o seu presidente, no caso, Serra.
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No próximo post uma palavrinha mais bem construída sobre o "Zé", tal como, sobre a Dilma.

domingo, 27 de junho de 2010

A larga margem da margem

Vida nas ruas é realidade para 13.666 em São Paulo
sex, 18/06/2010 - 15:54 — danilo
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Baixar.(7'00'' / 1,60 Mb) - Na cidade de São Paulo, o Censo da População de Rua referente ao ano de 2009, indicou que 6.587 pessoas moram integralmente nas ruas, principalmente nas regiões centrais da cidade. Quase metade dessa população não consegue atendimento na única política pública da prefeitura municipal para a questão: pouco mais de 7 mil vagas distribuídas em hotéis, repúblicas sociais, instituições conveniadas e albergues, para 13.666 pessoas em situação de rua da cidade.
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Conforme dados da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe), pelo menos 1.842 crianças e adolescentes vivem nas ruas da cidade. Em média, já estão nas ruas há três anos, a maioria entre 12 a 17 anos. 15% das crianças têm menos de seis anos.
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Para a socióloga Maria Antonieta da Costa Vieira, apesar da situação caótica, a indiferença reina na cidade.
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"Não é problema das ruas, é um problema da sociedade. Só que para determinados segmentos sociais – de baixa renda, com uma situação de desestruturação familiar – a rua passa a ser uma saída. A visão da sociedade é extremamente preconceituosa. As soluções apontadas são soluções higienistas, de ‘limpa, tira, coloca em uma instituição’.”
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Maria Antonieta da Costa Vieira e a economista Silvia Maria Schor são pesquisadoras da Fipe e participaram da coordenação do Censo de moradores de rua. No processo de pesquisa, observaram que não basta ter trabalho para manter o ser humano longe da penosa vida das ruas. Para Silvia Maria, a falta de proteção da família e o uso de drogas podem influenciar na mesma medida.
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“Você não sabe se a pessoa perdeu o emprego porque começou a beber ou começou a beber porque perdeu o emprego. Ou se a pessoa começou a se dar mal no trabalho porque a situação na família já estava difícil. Muito provável é um processo interativo e as mudanças vão acontecendo juntas.”
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De acordo com o Censo, a idade média dos que estão na rua é de 40 anos. Cerca de 65% é parda e negra e 93% sabe ler e escrever. 70% são oriundos do estado de São Paulo, de outros estados do Brasil, e até mesmo do exterior. O restante são moradores da própria cidade.
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Morar na rua tem um custo mínimo para a manutenção da vida: comida, remédios, cigarros. Segundo as pesquisadoras, poucos são os que vivem somente de esmolas. Ainda de acordo com Silvia Maria Schor, quase 70% trabalha catando latinha, desabastecendo caixas no Ceasa, fazendo bico de segurança. Em média, ganham R$ 19 por dia, renda insuficiente para sair das ruas.
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“A degradação física vai progredindo e cada vez menos os moradores de rua têm chances de ocupação ou mais regular ou menos informal. Um jovem que fica na rua por muito tempo, para se reintegrar na sociedade novamente, fica muito difícil. As pessoas perdem a noção de tempo cronológico. Não sabem o dia da semana ou quanto tempo estão na rua. O futuro pra eles é o que estão vivendo naquele momento.”
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Violência e droga
De acordo com o coordenador da Rede Rua, Alderón Pereira, a organização recebe frequentemente denúncias de violência cometidas contra os moradores de rua. A maior parte da violência é cometida por integrantes da Polícia Militar e agentes de segurança.
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“A população de rua sofre muita violência. Nós sabemos de casos que a Polícia bateu e quebrou a perna de fulano, que atirou. Os jatos de água são bem comuns. Tem uma política da prefeitura de higienização, de limpeza da cidade, de esconder essa realidade.”
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45% dos moradores de rua entrevistados já se meterem em briga com espancamento e luta corporal. 27% já foi roubado. 14% já recebeu facada, tiro ou paulada. A experiência com crack é maior entre jovens de 18 a 30 anos de idade. Droga e violência são condições impostas para enfrentar a difícil vida nas ruas.
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Resposta do governo é pífia
Segundo Silvia, a situação de São Paulo não é muito diferente das principais capitais mundiais, como Nova Iorque (EUA), Tóquio (Japão) e Paris (França). Na Europa, até mesmo um observatório foi criado para monitorar o aumento da população nas ruas do continente. A crise econômica mundial agravou ainda mais a situação pelo mundo, e também em São Paulo, com parte da população jogada no desemprego.
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De acordo com Alderón, a escassez de vagas em albergues dificulta ainda mais a vida de quem procura por esse serviço. Para pernoitar as frias madrugadas da capital paulista, uma pessoa pode passar até uma hora na fila e não encontrar vagas.
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“A lei da população de rua da cidade de São Paulo estabelece que no máximo deveriam ter cem pessoas por abrigo. Hoje nós temos abrigos com 1.2 mil pessoas, outros com 250, 150. A realidade da lei ainda está longe de ser atingida.”
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Segundo Alderón, apesar de ter melhorado a qualidade dos equipamentos e condições, os albergues continuam sendo serviços terceirizados pela prefeitura, que firma convênios com instituições sociais.
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“A política de moradia tem que estar ligada à política de saúde, habitação. O que funciona em São Paulo é a assistência social, ou seja, a política de emergência social.”
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Para Maria Antonieta, morador de rua não é apenas um problema da assistência social.
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“O morador de rua tem problema de saúde, de trabalho, de habitação, ou seja, é necessária uma abordagem intersecretarial que possa atacar esse problema. Não é só arranjando um albergue.”
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Sem propostas do governo nesse sentido pela frente, a vida deve continuar difícil nas ruas de São Paulo. A violência continuará e pode aumentar com o crescimento do repúdio dos demais moradores da cidade. Um novo projeto de ouvidoria comunitária que funciona no Brás, todas as quintas-feiras, pretende sistematizar e mapear as denúncias de violência contra os moradores de rua. Os dados devem dar a noção da gravidade e da quantidade de violação dos direitos dessa população.
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De São Paulo, da Radioagência NP, Aline Scarso.
18/06/10
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fonte: radioagência np

sexta-feira, 28 de maio de 2010

NA RE-ATIVA!!!!!!!!

Após longo silêncio esta voz voltará a ressoar. Todo distanciamento é necessário. É no silêncio que vem o almejado encontro e estou aprendendo a falar. Nenhum caminho é corrido sem que seja caminhado passo à passo tateando o chão. Não há manual para isto, somente uma necessidade de andar mais lentamente que a paisagem que passa veloz do lado de fora da janela dos automotores.
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É hora de descer novamente. Encher os pulmões de ar e deixar a energia alimentar o corpo. Caminhar e puxar a vida pelas mãos. Vivenciar o olhar amigo. O tempo de um sorriso. Doer com a dor do outro.
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Alek

sábado, 17 de abril de 2010

A cidade

Novas formas de ver a cidade.
O trabalho desse pessoal é muito bacana. Assistam!!!
Há espaço na cidade para a poesia, uma nova forma de ocupação.

Documentário "Poro: intervenções urbanas e ações efêmeras"http://vimeo.com/8725870#embed

O Poro é uma dupla de artistas formada por Brígida Campbell e Marcelo Terça-Nada!
http://poro.redezero.org/azulejos/